Ela…
Não consegui me abrir.
A sala era acolhedora.
As paredes pintadas com cores suaves.
A poltrona onde me sentei era macia, envolvente… e ainda assim, eu não conseguia respirar.
A médica — a psiquiatra do hospital do Klaus — era uma mulher de expressão doce, gestos suaves.
Ela tinha os olhos de quem já viu muito do mundo.
Mas nem isso foi suficiente para me fazer atravessar a barreira entre a minha dor e a voz.
Ela tentou.
— Hayla… — disse, com um