Franck
Minutos depois…
Transitar pelo asfalto de Manhattan está mais tranquilo que eu pude imaginar, já que é um feriado especial e as pessoas presas por hora dentro de casa, agora deveriam estar em polvorosa em suas compras. E enquanto dirijo, não consigo evitar o estremecimento dentro de mim. É como se toda a névoa antes sobre os meus olhos me impedisse de ver o quão me afastei deles. Dela principalmente. E novamente a culpa me absorve. Eu tinha dois amores, perdi um e abandonei o outro. Flora já deve estar grande e Deus, eu perdi tantas coisas do seu crescimento.
— Você está bem? — A voz de Mia me desperta dos meus lamentos e então percebo que estamos parados em frente à casa dos meus pais já tem algum tempo. Engulo em seco e sinto o seu toque quente em minhas mãos gélidas.
— É que… faz tanto tempo.
— E imagino que a sua garotinha está morrendo de saudades suas. — Mia sorri. Por Deus, esse seu sorriso é um bálsamo para a minha alma.
— E se ela não quiser me ver?
— Eu tenho certeza