Mia
— Mas é claro que você quer! — insisto, o interrompendo.
— É claro que eu não quero! — rebate furioso. — E quer saber? É melhor você ir embora da minha casa agora! — Ele resmunga, me dando as costas para sair do cômodo. Suspiro, ainda olhando ao meu redor com frustração.
E sério, não havia percebido o quanto a quietude desse lugar chega a me causar arrepios. Ele está sozinho aqui? Hu, deveria ser crime ficar sozinho no Natal. Quer dizer, ele tem o Max, mas não é mesma coisa, certo?
— Você mora sozinho nessa casa? — A pergunta escapa da minha boca sem que eu consiga segurá-la e imediatamente levo uma mão para tampá-la. O Senhor estranho para bruscamente de andar e me lançar um olhar extremamente rude.
— Não, eu moro com o Max!
É claro que sim. Ele é o típico Grinch, embora ele não seja verde como a cor predominante dessa data especial. Mas é o próprio mal humor em pessoa.
— Ah verdade, você tem o Max — concordo, abrindo um sorriso para o cãozinho, que abana o seu rabo curto e feliz