Gregório Smith
Eu não conseguia tirar os olhos dela. Maitê estava parada no meio do quarto, com os braços cruzados e uma expressão de frustração que não escondia o cansaço. Mesmo com toda a raiva e a dor estampadas em seu rosto, ela continuava sendo a mulher mais fascinante que eu já tinha conhecido.
Mas agora, ela estava tão distante. Como se houvesse um muro intransponível entre nós. E aquilo era insuportável.
— Você precisa acreditar em mim, Maitê — comecei, tentando manter a calma. — Eu nun