Três anos depois, a vida na casa branca de frente para o mar no norte de Portugal havia se tornado uma rotina bonita e tranquila que Valeria nunca se cansava de agradecer.
Era uma manhã de sábado de primavera. O cheiro de café recém-passado enchia a cozinha enquanto Valeria preparava o café da manhã. Tinha o cabelo mais comprido, preso em um coque desarrumado, e uma leve camisa de linho que se movia com a brisa que entrava pela janela.
Luca já tinha oito anos e meio. Era um menino alto para sua