95. Não posso
Hanna
Luigi me pega no colo e eu abraço meu amigo pelo pescoço, apoiando a cabeça em seu peito, como uma criança buscando conforto. Já no quarto, ele me coloca na cama, tira meus sapatos, senta-se encostado na cabeceira, e eu deito minha cabeça em seu colo, deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
— Não precisa dizer nada se não quiser… Mas, se quiser, estou aqui. Não vou embora até você estar bem.
Uma chuva forte começou lá fora; raios cortavam o céu e trovões assustadores ecoavam na ma