A mão de Ive doeu apertada entre os dedos fortes do namorado, tentou puxar, mas Lucca estava tenso, virava o rosto de um lado para o outro chamando por Lara como se estivesse perdido.
A médica também não entendeu o que estava acontecendo, puxou a mão do filho.
— O que foi bebê? Estou aqui meu amor. Estamos em casa os barulhos vão diminuir.
— Não! Tem uma caixa, não tem? Eu ouço as rodinhas.
Lara olhou para a caixa de madeira que havia sido transportada, propositalmente, no compartimento de cargas.
Uma caixa pequena demais para o que tinha dentro.
Ficar curvada e espremida por tantas horas era exatamente o que Lara achava que Mayana merecia.
Não sabia se a falsa cigana ainda estava viva, o frio, a pressão e o desespero podiam ter feito o seu trabalho. Lara não se importava!
Respondeu tentando mostrar calma.
— Tem, filho. Uma caixa com seis rodízios com bagagens que trouxemos no avião. Não gosta do barulho é isso?
Lucca respondeu tão perdido quanto triste.
— O cheiro! O cheiro de sal e