Cíntia não me deixava em paz. Ela me desafiava de uma maneira que ninguém mais conseguia. Eu tentei ignorá-la, tentei me distanciar. Mas, toda vez que ela falava, cada palavra dela tinha um peso que eu não sabia como carregar. A pergunta dela me pegou desprevenido, e eu sabia que eu tinha falado o que precisava ser dito, o que era mais fácil. Não somos amigos. Nunca fomos.
Mas as palavras dela, a maneira como ela me encarou, me atingiram de uma forma que eu não esperava.
“Eu não tenho culpa d