O som de um carro se aproximando me tirou dos pensamentos. Meu coração disparou, e saí da banheira. Peguei uma toalha e me enrolei.
Henrique entrou, os olhos encontrando os meus imediatamente. Ele parecia exausto, como se estivesse lutando contra uma tempestade interna.
— Você estava na banheira? — Ele perguntou, sua voz mais calma do que eu esperava.
— Sim… — Respondi, hesitante.
Ele assentiu, fechando a porta atrás de si. Depois, cruzou os braços e ficou ali, me olhando, como se estivesse tentando decifrar algo.
— Henrique, eu…
— Eu só quero saber uma coisa, Cíntia. — Ele me interrompeu, sua expressão séria. — Você realmente me ama?
A pergunta atingiu meu coração como um raio. Dei um passo em sua direção, meus olhos fixos nos dele. E ali estava, tão evidente quanto o frio da noite que entrava pela janela, o medo. Não era só raiva ou decepção que o consumia — era insegurança. Uma dor que parecia mais profunda do que apenas o que tínhamos vivido ali, naquele chalé. Eu sa