Melia não voltou pro harém. O quarto de Smaill parecia um santuário de pedra e silêncio: cortinas grossas, tapetes que abafavam os passos, uma janela com grades tão bem desenhadas que pareciam ornamento.
Ela estava deitada de lado, olhos entreabertos, o corpo pesado por dentro. Smaill ficava perto, como quem guarda troféu ao alcance da mão. Ele murmurava vez ou outra, a tocava, desenhava a marca recém queimada na pele com os dedos sem se importar se doeria em Melia.
— Sua resistencia é bonita