A casa dormia, ou fingia. Não havia mais sono verdadeiro depois do recado na árvore. A madrugada respirava em suspiros curtos, toda guarda em rodízio, luzes baixas, cheiro de chuva e terra molhada entrando pelas grandes janelas.
Melia não dormiu.
Ficou sentada com as costas coladas na porta trancada, ouvindo a água batendo no teto e nos vidros da janela, contando as batidas do coração como quem procura algum jeito de se acalmar.
Tudo ali no quarto parecia sem cor, sem sentido, e ela só consegui