A Dentes de Prata havia se tornado um túmulo em chamas.
O fogo avançava sem piedade, lambendo as construções de madeira e pedra como se tivesse fome. As casas que antes abrigavam risos, brigas, crianças correndo e histórias agora desmoronavam em estalos altos, cuspindo brasas para o céu escurecido. O cheiro de fumaça misturava-se ao de sangue seco e magia, pesado demais para ser ignorado.
Não havia ninguém ali.
Nenhum uivo.
Nenhuma voz.
Nenhum coração batendo em conjunto.
A alcateia tinha fugi