Fernando se levantou de súbito, a cadeira girando e batendo contra a parede. As mãos tremiam de raiva, mas o que o dominava era o medo. Um medo como nunca havia sentido.
— Se você encostar um dedo nelas, Walter… eu juro que eu te mato! — rugiu, a voz carregada de ódio.
— Calma, calma… — Walter interrompeu, com aquela frieza que parecia se divertir com a aflição dele.
— Eu não vou fazer nada com elas , claro se você fazer exatamente o que eu disser.
O silêncio do outro lado foi interrom