Heitor ficou ali por um segundo, parado, imóvel. O rosto ainda ardia do tapa. Os lábios ainda sentiam o gosto dela.
E então… veio o caos.
Ele chutou a cadeira com força, jogou o telefone contra a parede, empurrou os papéis, a pasta, o notebook… tudo voou.
Gritou. Um grito abafado, preso no peito. Raiva. Frustração. Dor.
Mas o que mais doía… era o que ele sabia, no fundo, e que agora gritava dentro dele como uma sentença cruel:
Ele estava apaixonado
E havia perdido a única mulher que