A porta do escritório de segurança se fechou com um clique metálico, selando Mariana e Lucas em um microcosmo de luz azulada e tensão elétrica. O ar ali dentro parecia mais denso, saturado pelo calor dos processadores e pelo cheiro de café frio. Lucas não se levantou. Ele permanecia curvado sobre o teclado, a mão direita — a única que podia usar plenamente devido ao ferimento — movendo-se com uma precisão febril que beirava o desespero.
Mariana parou atrás dele. Ela podia sentir o cheiro do ant