A chuva de São Paulo não era capaz de lavar a humilhação, mas servia para esconder as lágrimas. Mariana passou os três dias seguintes trancada no pequeno apartamento que dividia com uma amiga de faculdade, encarando o celular. Lucas não bloqueou seu número — o que era pior. Ele apenas ignorava. Cada mensagem de "me perdoa" enviada por ela morria no vácuo de um silêncio punitivo.
Ela havia perdido o emprego, o noivo e a dignidade. Mas, no fundo do poço, Mariana descobriu algo que Helena não prev