Quando acordei, o quarto já estava silencioso demais.
Não aquele silêncio pesado da noite anterior. Era outro. Um silêncio organizado, quase cuidadoso. Levo alguns segundos até entender: Marcos já tinha saído. A cama estava fria.
Olho para o lado da cama.
Sobre o criado, uma flor. Simples. Recém-colhida. Nenhum bilhete. Nenhuma explicação. Não precisava. Marcos nunca faz nada sem intenção.
Sorrio.
Ele não me acordou para cuidar dos nossos filhos.
A constatação conforta. Ele é um pai presente, c