A imagem daquela boca atrevida, que me respondia com insolência, agora envolta em mim.
Foi o gemido rouco que ela tinha soltado na cozinha, transformado agora num som de prazer. A sensação de suas mãos no meu cabelo, puxando, não apenas aceitando.
Na minha cabeça, era ela ali, de joelhos, me olhando com aqueles olhos castanhos cheios de fogo e desafio, me devorando.
A fantasia foi tão vívida, tão poderosa, que a onda de prazer que subiu por mim foi avassaladora. Um rugido abafado saiu da minha garganta.
— Mariana… — o nome escapou dos meus lábios num sussurro rouco, perdido no gemido.
E então eu gozei violentamente. Segurando a cabeça de Priscila com força, jorrando dentro da boca dela até ela tossir e se engasgar, mas bebendo tudo, surpresa pela intensidade.
Soltei-a, ofegante, com o corpo tremendo. Ela se recostou nos calcanhares, limpando a boca com o dorso da mão, um sorriso vitorioso e um pouco confuso no rosto.
— Nossa, Rodrigo… você nunca… foi tanto assim — ela disse, ofegant