Cap.67

Minha respiração ficou ofegante, o vapor do banheiro grudando na minha pele como suor.

Eu conseguia quase ouvir os sons que ela faria.

Conseguia sentir a contração dela em volta de mim.

A tensão se acumulou na base da minha espinha, uma pressão insuportável e deliciosa.

Um rosnado saiu da minha garganta e joguei a cabeça para trás, contra o azulejo frio, os músculos do estômago se contraindo violentamente.

Um gemido rouco, abafado pelo som da água, rasgou-se dos meus lábios quando a onda de prazer explodiu, me deixando fraco nos joelhos.

O jato quente caiu no piso e foi imediatamente levado pela água corrente.

Fiquei parado ali, ofegante, com o coração batendo como um martelo no meu peito.

Respirei fundo, com dificuldade, e então entrei debaixo da água gelada, que caiu sobre mim como um choque, um castigo.

Tentava me acalmar, recuperar o controle, afogar a vergonha que começava a subir.

Eu tinha acabado de bater uma punheta, como um adolescente frustrado, pensando na babá.

Na
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