Minha respiração ficou ofegante, o vapor do banheiro grudando na minha pele como suor.
Eu conseguia quase ouvir os sons que ela faria.
Conseguia sentir a contração dela em volta de mim.
A tensão se acumulou na base da minha espinha, uma pressão insuportável e deliciosa.
Um rosnado saiu da minha garganta e joguei a cabeça para trás, contra o azulejo frio, os músculos do estômago se contraindo violentamente.
Um gemido rouco, abafado pelo som da água, rasgou-se dos meus lábios quando a onda de prazer explodiu, me deixando fraco nos joelhos.
O jato quente caiu no piso e foi imediatamente levado pela água corrente.
Fiquei parado ali, ofegante, com o coração batendo como um martelo no meu peito.
Respirei fundo, com dificuldade, e então entrei debaixo da água gelada, que caiu sobre mim como um choque, um castigo.
Tentava me acalmar, recuperar o controle, afogar a vergonha que começava a subir.
Eu tinha acabado de bater uma punheta, como um adolescente frustrado, pensando na babá.
Na