(Mariana)
O quarto estava escuro, só com a luz do computador e a tela do celular iluminando um pouco a cama.
Laura já dorme faz tempo, e eu a monitora pela babá eletrônica.
Meus dedos digitavam com uma ansiedade louca, sem parar. Com as abas abertas, mapeei a rota dos limpadores da R-N, os horários e pontos cegos das câmeras no corredor do subdiretor.
Entrar no sistema que dá acesso às imagens foi a coisa mais fácil desse mundo e eu até suspeito disso…
Nada vinha tão fácil assim, sem um problema depois.
A brecha é pequena, mas existe. Só preciso de um dia. Um dia inteiro, ou uma noite livre, sem que Rodrigo desconfie.
E essa é a parte que me dá um nó no estômago.
Ele tá diferente, ainda mais frio e arrogante… qualquer coisa ele já age como se fosse o fim do mundo.
O jeito frio dele, os olhares… É como se eu tivesse traído uma confiança que nem existia. Pedir um tempo agora, do nada, ia acender todas as luzes de alerta dele. E eu não posso ter olhos em cima de mim, pelo menos nã