(Visão de Rodrigo)
A luz da tarde entrava no escritório, iluminando a poeira no ar e não fazendo nada para melhorar meu humor.
Os números do relatório trimestral do Éclat dançavam na tela, mas minha concentração estava em outro lugar. Uma irritação surda e familiar, latejava nas minhas têmporas.
A memória do meu avô, firme e justo, fazendo o aperto de mão que selou o acordo verbal com o velho Jean, dono da maior fábrica de embalagens de luxo do sul do país.
Era um acordo de cavalheiros, base