(Visão de Mariana)
A porta do meu quarto fechou com um clique suave, mas foi o suficiente para fazer meu corpo inteiro estremecer.
Encostei as costas na madeira fria, como se pudesse me esconder dela, e deixei escapar um suspiro longo e trêmulo que vinha segurando desde o corredor.
Ele viu. Com certeza viu.
O seu olhar... não era só raiva, era algo mais. Uma avaliação pesada, carregada, que tinha percorrido meu corpo como um scanner físico.
Depois do desastre da barata, eu estava certa de que ele ia me mandar embora na hora.
Que ia achar que eu tinha feito aquilo de propósito, algum plano ridículo para... para o quê? Seduzir o chefe gelado? A ideia era tão absurda que quase dei uma risada amarga, mas o nó na garganta não deixou de existir.
Jesus. Eu precisava desse emprego, mais do que nunca.
Tranquei a porta, girando a chave com um som que me pareceu definitivo. Respirei fundo, tentando acalmar o coração que ainda batia feito um tambor.
O cheiro dele… argh!!
Abanei a cabeça, te