(Visão de Mariana)
Saí para caminhar.
Precisava sentir o asfalto sob os pés, o barulho da cidade, qualquer coisa que me lembrasse de que o mundo real ainda existia fora da bolha de luto e luxo dos Ferreira.
Andava distraída pela calçada de uma das avenidas mais arborizadas do bairro, com os óculos novos ainda estranhos no rosto, quando uma buzina discreta e elegante me fez despertar.
Um carro parou junto ao meio-fio e o vidro desceu lentamente, revelando um rosto que transmitia uma paz que eu