Gus
Quando as portas se abriram no andar da pediatria, uma médica a avistou e veio até ela, com cara de pesar.
— Eu sinto muito — disse, abraçando Maya, que me olhou confusa.
— O quê? — perguntou.
A médica obstetra a soltou e encarou-a com olhos cheios de lágrimas.
— As suas filhas tiveram sorte. A polícia já confirmou o óbito de oito criancinhas.
Cale a boca!, minha mente gritou.
O pavor preencheu totalmente a face e todo o resto do corpo da Maya. Ela olhou-me e depois para a mulher à sua fren