Mundo de ficçãoIniciar sessãoMinha mãe com David está a alguns metros de distância de mim e de Lucas. Ao ponto de que tenho certeza que não podem ouvir o que estamos falando, se estivéssemos falando algo.
Tento ignorar que a cada movimento que o cavalo faz, minha bunda se move batendo contra a ereção de Lucas. E vejo que ele engole um seco ou suspira a casa atrito nosso. Tento ignorar a forma como meu corpo reage a cada toque involuntário, a cada leve atrito causado pelo balanço do cavalo, a cada respiração de Lucas tão perto de mim. Engulo em seco e procuro desesperadamente qualquer assunto que consiga distrair minha mente. — Então você é aquele tipo de jovem que não gosta de festas, bebidas, mulheres... só trabalho e mais trabalho? — pergunto, tentando parecer casual. Percebo um sorriso divertido surgir em seus lábios. — Está surpresa? — ele pergunta. Dou de ombros. — Para falar a verdade... um pouco. A maioria dos caras da sua idade prefere viver em festas, fugir das responsabilidades da empresa da família ou passar o tempo perseguindo algum sonho esportivo. Achei que você fosse assim também. Lucas solta uma risada baixa. — Acho que você leu romances clichês demais. — Seu sorriso aumenta. — Mas eu não sou um clichê. Inclino levemente a cabeça, curiosa para ouvi-lo. — Existem coisas que simplesmente não me acrescentam nada. Eu bebo, mas nunca a ponto de perder o controle. Detesto a sensação de não estar consciente do que estou fazendo. Assinto lentamente. A resposta fazia sentido. — E festas? — pergunto. — As festas beneficentes das empresas do meu pai já são mais do que suficientes para mim. Depois de tantas, qualquer outra perde a graça. Permaneço em silêncio por alguns instantes. Havia uma última pergunta. Mas eu não tinha certeza se deveria fazê-la. Ainda assim... A curiosidade venceu. — E... mulheres? Lucas demora alguns segundos para responder. Quando fala, sua voz soa tranquila, mas firme. — Um homem de verdade não brinca com os sentimentos de uma mulher. Muito menos a enxerga apenas como um corpo. Meu coração acelera. Ele continua olhando para a trilha à nossa frente enquanto fala. — Claro... eu não sou perfeito. Sou homem. Acho uma mulher bonita, sinto atração, desejo, fico excitado. Isso faz parte de quem eu sou. Mas nunca usei nenhuma delas para alimentar meu ego ou colecionar histórias para contar aos amigos. Meu olhar permanece preso ao perfil dele. Era impossível não admirar aquela resposta. Então um sorriso malicioso surge no canto de seus lábios. — Mas também não sou virgem. Sinto meu rosto incendiar no mesmo instante. Desvio os olhos rapidamente, completamente sem graça. A risada divertida de Lucas ecoa atrás de mim, deixando ainda mais evidente que ele havia percebido exatamente o efeito que suas palavras causavam em mim. Me mexo no cavalo, arrumando minha bunda, mas Lucas segura meu quadril, fazendo-me ficar parada. — Pequena, já está difícil o suficiente ficar atrás de você, com esse cavalo fazendo sua bunda esfregar no meu pau, melhor não me dar esse delicioso prazer de se mexer mais ainda, se não vou perder meu controle com você! — Ele diz. Engulo um seco, mas fico tentada a provoca-lo. Sua mão ainda está segurando firme minha cintura, enquanto a outra segura as rédeas do cavalo, fazendo ele seguir o caminho sem correr. Por um ponta de coragem, mexo meu quadril, dando uma leve rebolada contra Lucas. Que aperta meu quadril com força e solta um suspiro. — Seja boazinha! — Ele sussurra. — E se eu não quiser ser? — Provoco. — Se você não for, eu vou te comer aqui em cima desse cavalo! — Ele diz. Sinto que fico lubrificada com o que ele diz e minha intimidade pulsa de desejo.






