Evelyn
Acordo devagar, com o corpo pesado, como se tivesse sido puxada para fora de um lago fundo demais. Meus olhos demoram a se ajustar. O quarto está silencioso, claro demais. Olho para os lados. Estou sozinha. As mãos doem quando apoio os dedos no colchão, os pés também, uma dor surda, insistente, que parece ter memória própria. Me sento com cuidado e a lembrança do porão vem inteira, sem pedir licença. Engulo em seco e me levanto, sentindo uma leve tontura. Procuro Dante no quarto, no