Eles voltaram pra casa em silêncio, mas não era mais o silêncio pesado de antes. A estrada escura corria sob os faróis da caminhonete, o cheiro de mar ainda preso na pele, nas roupas, nos corpos. Cally dormiu encostada na janela, o violão apoiado entre os pés, enquanto Dante dirigia com uma mão no volante e a outra descansando na coxa dela — um gesto automático, quase inconsciente, mas firme o suficiente pra garantir que ela ainda estava ali.
Quando chegaram, ele a carregou até o quarto sem aco