KADE
Não precisava dos meus olhos para saber que ela havia saído do quarto e estava espreitando o pátio cheia de curiosidade.
Senti a sua presença antes mesmo de ela chegar até o batente, antes mesmo de ela sequer saber que eu estava ali. Eu sentia a sua presença, sentia a sua vitalidade. É como se outra presença habitasse a minha mente, só que ela não me controlava, eu quem fazia isso.
Eu sentia essa coisa serpenteando dentro de mim como um animal peçonhento, me fazendo ansiar a ir até ela, a ordenar alguma coisa só para ter o prazer da ordem. Eu estava enlouquecendo. Era um vínculo amaldiçoado.
E tinha sido imprudente ao não ter pensado nas consequências do desconhecido. Tudo o que eu sabia era que o vínculo tinha o poder de tirar a liberdade do prisioneiro, mas tinha a impressão que essa coisa também afetava o conjurador. Por que se não, que outra explicação teria para essa atração repentina que parecia me puxar em direção a ela?
Dia após dia isso parecia piorar.
Eu precisava des