CAELI
Eu não sabia bem o que esperar de uma pessoa que já foi forçada a viver com esse vínculo. Talvez eu esperasse ódio, talvez ressentimento ou qualquer fúria, tristeza, nos olhos dessa pessoa.
Mas no momento em que bati os olhos em Adeline, tudo o que eu via era os seus olhos gentis e um sorriso meigo.
Não parece que há algum tipo de sentimento ruim, ou remorso, ou qualquer ódio relacionado ao seu passado sombrio. Não que ela deixasse transparecer, pelo menos.
“Oi, eu sou Adeline.” Ela me estendeu a mão, com um sorriso no rosto. Eu encarei sua palma por um momento, ainda receosa sobre a primeira pessoa desse lugar que eu conheci, mas não demorei muito para cumprimentá-la.
“Sou Caeli.”
“Agora que se conhecem, eu vou indo. Tenho coisas mais importantes para fazer…” Damien disse enquanto se afastava rápido demais para o meu gosto. “Até mais.”
Eu apenas fiquei encarando ele se afastar, uma figura dourada no meio dessa neve toda. “Você vai acostumar.” Olhei por cima do ombro para Ade