O silêncio que se segue é absoluto. Sinto o olhar de Isadora queimar em meu rosto, então ela se coloca na minha frente.
— Pai…? — ela repete, mais baixo agora.
—Há quanto tempo, senhor—eu digo rápido e aperto a mão do pai dela.
Otávio finalmente pisca. Uma vez. Como se estivesse voltando de algum lugar distante.
—Muito tempo mesmo. Desde que negociamos a venda de seus carros nas nossas lojas. Você era um rapazinho quando te conheci. Jovem demais e já demonstrava uma inteligência acima da médi