Lilian
— Abra essa porta Lilian! — sua voz transmitia uma falsa calmaria.
Ele não estava calmo, isso era um facto. Mas como foi que acabamos nessa situação?
Eu sabia que dizer não a ele me acarretaria muitos problemas, mas não achei que seria assim. Me tranquei no quarto faz meia hora.
Eu não queria falar com ninguém, muito menos ver alguém. Eu queria ficar sozinha. Eu queria poder ir embora, mas Lucian nunca me deixará ir.
Eu estava presa a ele. Presa á um assassino. Estava condenada a viver com a culpa para o resto da minha vida.
As lágrimas banharam meu rosto, e juntas molharam meu vestido, abracei ainda mais meus joelhos e me encolhi no chão ao lado da cama.
Me deixa ir. Eu quero ir.
A voz continuava gritando dentro de mim.
— Lilian abra essa porta. Meu anjo, por favor abra essa porta.
— Me deixa em paz. Eu não quero falar com você! — minha voz saiu grogue.
Chorei tanto que minha garganta inflamou e agora eu parecia um rádio estragado.
— Meu amor... Por favor abra a porta e