A noite passou solitária, como sempre. Mas agora a solidão não trazia paz; parecia uma prisão úmida e interminável que lhe apertava a alma. Tudo porque Liane existia, justamente agora, para desestabilizar seus planos, sua rotina e seu sossego. Desde o dia anterior, seus amigos o evitavam. Haviam chegado, sido cordiais e voltado imediatamente ao trabalho, nem sequer oferecendo companhia para um café.
Alphonse tentava ignorar o turbilhão dentro de si, mas Rocco não dava trégua. O lobo insistia em