A noite passou solitária, como sempre. Mas agora a solidão não trazia paz; parecia uma prisão úmida e interminável que lhe apertava a alma. Tudo porque Liane existia, justamente agora, para desestabilizar seus planos, sua rotina e seu sossego. Desde o dia anterior, seus amigos o evitavam. Haviam chegado, sido cordiais e voltado imediatamente ao trabalho, nem sequer oferecendo companhia para um café.Alphonse tentava ignorar o turbilhão dentro de si, mas Rocco não dava trégua. O lobo insistia em dominar, a cada lembrança de Liane, a cada fragmento do aroma e da presença dela. Ah, Liane… com o rosto arredondado, os olhos ardentes e a força que parecia irradiar de cada gesto. Mas humana. Fraca demais para ser sua Luna. Fraca demais para se tornar a Luna da matilha.Mesmo assim, Rocco não se calava. Desde o primeiro encontro, travaram uma batalha silenciosa dentro de sua mente. O lobo queria tomá-la para si; Alphonse resistia, determinado a escolher uma loba capaz de acompanhá-lo, uma fêm
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