Camille
O som insistente do monitor cardíaco preenchia o quarto vazio, quase como uma companhia sarcástica para o que eu sentia.
A cada bip, parecia que ele ria de mim, zombando da minha situação, do peso que me prendia à cama. Meu corpo ainda doía, mas não era só físico. A pior dor era a do medo constante, das perguntas sem respostas, da sensação de que eu estava cercada por inimigos invisíveis.
A porta se abriu sem cerimônia, o ranger das dobradiças ecoando pelo quarto. Instintivamente, meus