71. O SEGREDO DE HENRIQUE
No dia seguinte, o sol se infiltrava timidamente pelas cortinas da casa de Dona Lena, tingindo a manhã de tons dourados. O café recém-passado perfumava o ar, e as crianças corriam pela varanda, rindo alto, enquanto Isabela colocava as xícaras na mesa.
Henrique a observava, encostado no batente da porta, com um sorriso sereno — aquele tipo de sorriso que nascia da admiração simples e silenciosa.
— Você parece cada vez mais em casa aqui — comentou ele, cruzando os braços, ainda com o paletó pende