O fim da tarde caiu pesado sobre a hacienda, tingindo o céu de um laranja opaco que não trazia beleza, apenas calor acumulado e cansaço. Manuela aproveitou o intervalo entre uma tarefa e outra para ir até o pequeno depósito atrás da ala antiga da casa principal. Precisava buscar um saco de ração que havia ficado ali desde a manhã.
O lugar era pouco frequentado. Madeira antiga, cheiro de pó, ferragens enferrujadas. Silêncio demais.
Ela empurrou a porta com o ombro e entrou.
Parou.
O saco de raçã