O envelope estava dobrado no meio das toalhas limpas.
Manuela só percebeu quando foi empilhar o último lote no armário da rouparia. Algo rígido deslizou e caiu no chão com um som seco demais para ser papel comum. Ela congelou antes mesmo de olhar.
O coração começou a bater errado.
Devagar.
Pesado.
Ela se agachou e pegou o envelope. Não havia nome escrito do lado de fora. Apenas o papel comum, dobrado com cuidado excessivo.
Ela já sabia.
Não queria abrir.
Abriu.
Dentro havia uma folha branca e u