A casa adormeceu cedo naquela noite, por uma espécie de acordo silencioso entre os corpos e o tempo. Luca recolhera-se ao quarto depois de um jantar tranquilo, Nazaré apagara as luzes da ala antiga e os corredores ficaram tomados por um silêncio que não pressionava, apenas acompanhava.
Rafael fechou a porta do quarto com cuidado. Não havia urgência nos gestos, nem tensão nos ombros. Apenas a consciência rara de que nada precisava ser defendido.
Camila estava sentada na beirada da cama, tirando