— Rafael…
O nome saiu entre os dentes dela, baixinho, mas com raiva. Um chamado quase cuspido. Ele já estava de costas, a mão na maçaneta, pronto pra sair — mas girou nos calcanhares como se tivesse tomado um soco no peito. Os olhos estavam escuros, vermelhos de algo que não era mais só ciúme. Era raiva, desejo, frustração acumulada.
Chegou tão perto que o ar entre os dois desapareceu. Os peitos dela subiram e desceram num soluço contido, mas ele já estava ali — peito colado no dela, a boca a c