CAPÍTULO 228

A banheira já estava cheia quando Rafael entrou no banheiro. Espuma demais, água quente demais, vapor grudando na pele como uma segunda camada. Camila estava ali dentro, o cabelo preso de qualquer jeito, os braços apoiados na borda, os olhos fechados como se estivesse tentando se recompor de algo que ainda ardia por dentro.

Ele parou na porta por um segundo. Observou. Sempre observava antes de agir. Aquela falsa calma dela era o que mais o irritava.

— Vai ficar me olhando ou vai entrar? — ela disse, sem abrir os olhos.

Rafael tirou a camisa sem pressa. O som do tecido caindo no chão ecoou no banheiro. Depois o cinto. O zíper. Cada gesto calculado para que ela sentisse a presença dele antes mesmo de tocar.

— Você se esconde bem — ele murmurou. — Mas não comigo.

Ela abriu os olhos. O olhar estava afiado, cansado, quente.

— Eu não estou me escondendo. Estou tentando não te arrancar a cabeça.

Ele sorriu. Entrou na banheira atrás dela, fazendo a água subir, a espuma transbordar pela latera
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