Nos dias que se seguiram à prisão de Mena, a Hacienda ficou cheia de carros, policiais e telefonemas, mas, para Camila, tudo se resumia à porta fechada no fim do corredor. Ali dentro, Rafael passava horas com Herrera e dossiês do pai dela, da Vértice, de Arturo. Ela o reconhecia pelo som abafado da voz, pelo arrastar de cadeiras, pelo cheiro de café que vazava pela fresta. A presença dele era ruído de trabalho, não toque.
Na primeira manhã, decidiu transformar ansiedade em função. Preparou uma