— Ele não vai ser criado por advogado — afirmou. — Vai ser criado por nós dois. E, se depender de mim, vai saber desde cedo que o valor dele não foi decidido numa assembleia.
Ela ergueu o rosto, os olhos brilhando por algo que não era simples emoção hormonal.
— Eu sei que o controle da empresa é importante para você — admitiu. — Sei o quanto você carrega da história do teu pai, da tua mãe, da tua infância dentro desses corredores. Mas eu preciso ter certeza de que, quando você entrar naquela sala com conselheiro, advogado e esse herdeiro novo, você não vai esquecer que, aqui em cima, tem outro Villalba crescendo, e que ele não pode ser sacrificado em nome de orgulho.
Rafael levou a mão ao rosto dela, segurando-a pelo queixo com delicadeza que contrastava com o peso do assunto.
— Eu não vou trocar o nosso filho por porcentagem nenhuma — garantiu. — Se um dia eu tiver que escolher entre manter cada pedacinho deste império intacto e ver você e ele seguros, eu escolho vocês. A diferença é