Semanas de insistência implacável finalmente me dobraram. Depois de listas exaustivas de Alessandro — “os russos já conhecem o endereço”, “um prédio sem segurança é alvo fácil”, “basta uma brecha para perdemos tudo” —, cedi e coloquei o apartamento à venda.
Ele venceu com argumentos afiados como lâminas; a lógica dele, dura e pragmática, era inegociável. Enquanto assinava os papéis com a corretora, senti como se arrancassem um pedaço meu e colocassem em uma vitrine. Minha casa nunca foi perfeit