PENÉLOPE VERONESI
A escuridão do quarto onde fui trancada era absoluta, opressiva, como se o próprio ar estivesse se fechando ao meu redor. As paredes pareciam se aproximar lentamente, sufocando qualquer esperança de fuga. O tempo, um conceito que antes se dividia em horas e minutos, agora era uma massa indistinta, um vazio sem forma. O frio do chão de concreto penetrava nos ossos, um frio que não era apenas físico, mas também uma presença constante que invadia a mente, corroendo-a lentamente.