PENÉLOPE VERONESI
Ouvi barulhos suaves do canto de algum pardal-francês, o que me fez abrir os olhos lentamente para me acostumar com a vaga luz que invadia o quarto gélido. Era como se o próprio dia estivesse despertando, ainda relutante em dissipar a escuridão da noite.
A parede de vidro, parcialmente escondida por um grande conjunto de cortinas altas e azul-escuras, era adornada com gotas espessas de água e algumas folhas secas. Era curioso, pois não chovia lá fora, e o céu estava apenas par