O quarto ainda estava na penumbra quando Andrew fechou a porta atrás de si, entrando em casa como quem teme ser visto. O silêncio era pesado, como se as paredes guardassem perguntas que ele não estava pronto para responder.
Sem acender nenhuma luz, subiu as escadas direto para o quarto, a mente cheia de fragmentos da noite anterior — o riso de Clarice, o perfume adocicado, o calor das mãos dela. E, por baixo de tudo isso, uma pontada incômoda que ele não queria admitir: culpa.
No espelho, o re