Eu sabia que aquele silêncio não era paz. Era só o intervalo entre uma tempestade e outra.
Bridget continuava fingindo interesse no café, mas a tensão nos ombros dela dizia o contrário. Maxwell, sentado ao lado, girava a colher na xícara como se fosse uma lâmina afiada.
— Então, Maxwell… — falei, encostando-me na cadeira — como é que é… cuidar da mulher dos outros?
Ele parou o movimento. Só parou. E me olhou como quem mede o peso exato da provocação antes de reagir.
— Eu não cuido de ninguém