Maya respirou fundo, bem devagar como quem tenta organizar algo que não aceita ser organizado com facilidade.
— Eu gosto de você — disse, por fim.
Sem desvio, sem proteção. As palavras saíram limpas, mas carregavam tudo o que ela não disse antes.
O silêncio veio em seguida. Não pesado. Apenas… atento.
— Eu também gosto de você.
Ele respondeu no mesmo tom. Sem ênfase. Sem hesitação. E, por um instante, aquilo quase bastou. Quase.
— E isso complica as coisas — ela acrescentou.
Não como um problem