Eles comeram apoiados no balcão da cozinha. Sem cerimônia, sem montagem pensada para impressionar. Ainda assim, havia intenção em cada detalhe: no ponto exato, na temperatura certa, no silêncio respeitado entre uma etapa e outra e, curiosamente, isso bastava.
— Isso tá… absurdo — Gabriel disse depois da primeira garfada.
A pausa antes da palavra pareceu sincera. Não ensaiada. Maya apoiou o queixo na mão, observando mais a reação dele do que o prato.
— Bom absurdo ou é elogio educado?
— Bom de u