ENTRE VESTÍGIOS E ESPERANÇA
Alexandro.
Julian dorme em meu colo, os cílios longos encostando a bochecha rosada. Ele tem o mesmo nariz de Aria, a mesma curva nos lábios quando sorri dormindo.
Estou sentado na poltrona de leitura do chalé, com a luz baixa para não acordá-lo.
Não me movo, não respiro fundo demais, como se esse momento fosse feito de vidro e qualquer gesto em falso pudesse espatifá-lo.
Ouvi-lo chamar "papai" mais cedo foi como ser perdoado por um crime que nem ele sabia que eu c